ET PODE ESTAR COLHENDO ENERGIA DE BURACOS NEGROS


 Um novo estudo sugeriu que podemos ser capazes de captar os sinais reveladores desse processo a anos-luz de distância.

A ideia de procurar por sinais de civilizações extraterrestres inteligentes tentando encontrar evidências de sua tecnologia - as chamadas 'tecnossignaturas' - foi explorada várias vezes ao longo dos anos.

Alguns cientistas especularam que poderíamos ser capazes de ver enormes megaestruturas alienígenas no espaço - objetos de escala potencialmente enorme que podem ser observados com um telescópio.

A Esfera de Dyson - uma estrutura teórica construída para abranger uma estrela inteira - é uma dessas possibilidades, mas agora os cientistas descobriram outro possível indicador de tecnologia extraterrestre que podemos ser capazes de detectar da Terra e tem tudo a ver com o aproveitamento de energia dos buracos negros.

De acordo com os autores do estudo, a tecnologia capaz de fazer isso pode deixar rastros fora do horizonte de eventos do buraco negro que poderíamos ver da Terra - isto é, se conseguirmos descobrir o que procurar.

"Fizemos apenas a física neste artigo", disse o co-autor do estudo e astrofísico Luca Comisso, da Universidade de Columbia. "Mas agora estou trabalhando com um colega meu para aplicar isso à realidade, para procurar civilizações, para tentar ver que tipo de sinal você precisaria procurar".

50 anos atrás, o físico matemático Roger Penrose apresentou a noção de que existe um mecanismo viável através do qual uma civilização suficientemente avançada poderia gerar energia a partir de um buraco negro, aproveitando sua energia rotacional.

A chave para essa ideia está na região fora do horizonte de eventos de um buraco negro, onde o espaço-tempo se torce à medida que é arrastado pela rotação do buraco negro - um fenômeno conhecido como arrastamento de quadros.

De acordo com Penrose, se um objeto fosse lançado na região onde essas forças são maiores, ele seria dividido em dois, com uma metade sendo lançada além do horizonte de eventos e a outra sendo acelerada para fora com cerca de 21% a mais de energia do que tinha quando começou.

Se tal coisa for realmente possível e alguém em algum lugar descobriu como fazer isso, poderia servir como o indicador mais proeminente de que não estamos sozinhos no universo.

Talvez um dia, no futuro distante, seja um método que podemos até ser capazes de fazer por nós mesmos.