VIDA INTELIGENTE "EXTREMAMENTE RARA" AFIRMA O ESTUDO


 Um novo artigo da Universidade de Oxford lançou dúvidas sobre a ideia de que o universo está repleto de vida alienígena inteligente.

A questão de estarmos ou não sozinhos no universo continua sendo um dos maiores enigmas filosóficos de nosso tempo. Embora pareça quase inconcebível que nossa civilização esteja sozinha no cosmos, permanece o fato de que ainda não vimos nenhuma evidência em contrário.

Agora, um novo estudo realizado por pesquisadores do Instituto Futuro da Humanidade da Universidade de Oxford lançou mais dúvidas sobre a probabilidade de algum dia entrarmos em contato com extraterrestres inteligentes ao determinar que tais civilizações são "excepcionalmente raras" no universo.

A base para isso, argumentam os cientistas, é que a vida inteligente na Terra exigiu múltiplas 'transições revolucionárias' ao longo de bilhões de anos, e que as chances de isso acontecer em outros mundos são muito pequenas.

Também existe o fato de que os humanos existem há apenas 200.000 anos.

“Demorou aproximadamente 4,5 bilhões de anos para uma série de transições evolutivas resultando em vida inteligente se desenrolar na Terra”, escreveram os autores do estudo. "Em outro bilhão de anos, a crescente luminosidade do Sol tornará a Terra inabitável para vida complexa".

"Juntamente com o tempo disperso das principais transições evolutivas e antecedentes plausíveis, pode-se concluir que os tempos de transição esperados provavelmente excedem o tempo de vida da Terra, talvez em muitas ordens de magnitude".

"Por sua vez, isso sugere que a vida inteligente provavelmente será excepcionalmente rara".

Dito isso, os pesquisadores não descartaram a ideia de ficar atentos a sinais de ET.

"Só porque obtivemos nossos resultados não significa que é perda de tempo olhar para o universo real", disse Anders Sandberg de Oxford. "Os dados sempre superarão o raciocínio e as estatísticas tão cuidadosos".