CRÂNIO DE ANCESTRAL HUMANO ENCONTRADO NA ÁFRICA DO SUL


 Datado de 2 milhões de anos, o crânio pertencia a um primo humano chamado Paranthropus robustus.

O crânio quase completo foi descoberto por uma equipe arqueológica liderada por australianos que estava explorando o sistema de cavernas Drimolen perto de Joanesburgo em busca de evidências de antigos restos humanos.

É o exemplo mais antigo e completo de um crânio de Paranthropus robustus já encontrado.

Descoberta pela primeira vez em 1938, a espécie tinha dentes muito grandes, capazes de altas forças de mordida, e pode estar em um estágio de evolução entre morar em árvores e andar no chão.

Ele compartilhou a Terra com um de nossos ancestrais diretos - Homo erectus.

"Mas essas duas espécies muito diferentes - Homo erectus com seus cérebros relativamente grandes e dentes pequenos, e Paranthropus robustus com seus dentes relativamente grandes e cérebros pequenos - representam experimentos evolutivos divergentes", disse a paleoantropologista Angeline Leece.

"Embora fôssemos a linhagem que venceu no final, há dois milhões de anos o registro fóssil sugere que Paranthropus robustus era muito mais comum do que Homo erectus na paisagem".

O crânio recém-descoberto, que foi montado a partir de centenas de pequenos fragmentos, pode ter pertencido a um membro de uma linhagem Paranthropus que durou 1 milhão de anos.

"Como todas as outras criaturas na Terra, para permanecerem bem-sucedidos nossos ancestrais se adaptaram e evoluíram de acordo com a paisagem e o ambiente ao seu redor", disse o arqueólogo Andy Herries.

"Acreditamos que essas mudanças ocorreram durante uma época em que a África do Sul estava secando, levando à extinção de várias espécies de mamíferos contemporâneos. É provável que as mudanças climáticas tenham produzido estressores ambientais que impulsionaram a evolução dentro do Paranthropus robustus".