5 FATOS NÃO TÃO CONHECIDOS SOBRE PELÉ



23 de outubro de 2020, Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, completou 80 anos. Considerado por muitos como o maior jogador da história do futebol, Pelé nasceu na cidade mineira de Três Corações, fruto da famosa tabelinha entre de João Ramos do Nascimento, o seu Dondinho, com dona Celeste Arantes.

Dentro de campo, seu currículo é incomparável: três Copas do Mundo, duas Copas Roca, duas Taças Libertadores da América, cinco Taças Brasil e uma Taça Roberto Gomes Pedrosa — ambos, mais tarde, viriam a ser unificados como campeonatos brasileiros. Isso para citar só alguns. 

Mas fora de campo, a vida do craque é permeada de misticismo, curiosidade e alguns episódios controversos. Assim, separamos cinco fatos não tão conhecidos sobre o Rei do Futebol.

1. O nome

Seu pai, seu Dondinho, era um grande admirador do inventor norte-americano Thomas Edison, conhecido como o criador da lâmpada incandescente. Assim, seu nome é uma forma de homenageá-lo. Porém, diferente do empresário, seu nome é Edson sem o “i”. Bom, pelo menos é assim que deveria ser.



“Na minha certidão de nascimento, o meu nome aparece como Edison, com ‘i’, um erro que persisti até hoje... Para meu eterno aborrecimento”, descreve o próprio em Pelé: A Autobiografia (Editora Sextante).

2. O apelido

No meio do futebol, temos os mais diferentes apelidos. Há quem prefira o mundo animal, como Pato, Foquinha e Ganso, ou outros aderem a alcunhas mais místicas, como Capetinha ou Filho do Vento. Entretanto, sem dúvida alguma, o mais conhecido entre eles é um de apenas quatro letras: Pelé.



Mas de onde veio a alcunha? Tudo começou quando o Rei ainda era uma criança, ou um reizinho, melhor dizendo. Admirador do futebol de seu pai, Edson também tinha outra inspiração dentro do esporte: o goleiro Bilé, titular absoluto do desconhecido Vasco de São Lourenço (MG), antigo time de seu Dondinho. Assim, em toda defesa imaginária que costumava fazer, ele gritava “Biléee” ou Segura Bilé”.   

Porém, o mineiro recém-mudado para a cidade paulista de Bauru, tinha um sotaque ainda arrastado, e Bilé se parecia mais como Pilé. E, como podem imaginar, de Pilé para Pelé foi algo natural.

3. O recorde

Os primeiros contatos de Pelé com os gramados foram através de seu pai. Dondinho era uma ágil atacante e atuava pelo Bauru Atlético Clube, clube que também era carinhosamente chamado de BAC. Em sua carreira, Dondinho marcou, em uma ocasião, cinco gols de cabeça em um único jogo. Fato esse que o pequeno Edson contava com orgulho para seus amigos — curiosamente, essa foi uma marca que jamais conseguiu superar em sua carreira. 

Se dentro de campo eram diferenciados e se divertiam, fora dele sofriam ao ouvir os jogos da Seleção Brasileira. Na Copa do Mundo de 1950, a dupla se uniu em frente a um radinho de pilha para torcer pelos brasileiros frente à os uruguaios. O confronto selaria o campeão daquela edição.



Porém, apesar de saírem em vantagem na partida, os selecionados brasileiros tomaram a virada da esquadra Celeste. Apesar da tristeza que pairou em sua casa, assim como em todo o Maracanã, onde a partida foi disputada, o jovem Edson via o futuro do futebol brasileiro com uma boa perspectiva. E, como se pudesse adivinhar o futuro, prometeu ao seu pai: “Um dia vou ganhar a Copa do Mundo para o senhor”.

4. Sonambulismo

Poucos sabem, mas Pelé tinha um distúrbio muito conhecido: o sonambulismo. Algo que o acompanhou em diversas fases de sua vida, inclusive na Seleção Brasileira. Quando criança, o pequeno Edson costumava a falar muito enquanto dormia, chegando, em algumas ocasiões, a se levantar e sair andando. Ao menos, ele garante que nunca quebrou nada.



Em outra ocasião, relembra: “Pepe, meu companheiro de time, gostava de contar a história de como, certa vez, eu me levantei no meio da noite, gritei ‘Gol!’ e depois voltei para a cama”, diz em sua biografia. Porém, ao comentar o caso, ele brinca: “Não posso confirmar isso...”

5. Pelé estrela de cinema

Dentro das quatro linhas, Pelé atuava como um grande protagonista, era aquele que encantava todos. E isso, em muitas ocasiões, ultrapassava os campos e tomava conta de outra arte: o cinema. Isso mesmo, um dos hobbies do maior jogador de futebol de todos os tempos era atuar.



Ao longo de seus 80 anos, Pelé participou de dez filmes, muitos dos quais ficaram muitos conhecidos, como Os Trombadinhas (1979), em que atua ao lado de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. No entanto, o longa que mais chamou a atenção foi o Fuga para a Vitória (1982), onde atuou ao lado de Sylvester Stallone. A narrativa conta a história de um grupo de prisioneiros que disputou a partida mais acirrada de sua vida contra um grupo de nazistas.