SONDA ESPACIAL JUNO REGISTRA IMAGENS DO POLO NORTE DE MAIOR LUA DO SISTEMA SOLAR


A sonda espacial Juno pôde capturar imagens do polo norte de Ganímedes, uma das 79 luas conhecidas de Júpiter, pela primeira vez.

Com as imagens fornecidas pela sonda da Nasa, cientistas puderam observar como a superfície de gelo ao norte de Ganímedes foi afetada pelas constantes chuvas de plasma que caem sobre ela. "É um fenômeno que descobrimos com a Juno, porque conseguimos ver o polo norte inteiro [da lua]", disse Alessandro Mura, pesquisador do Instituto Nacional de Astrofísica de Roma (Itália) em comunicado.


Na Terra, o campo magnético oferece um caminho para o plasma solar alcançar a atmosfera e criar auroras boreais. Mas em Ganímedes não há atmosfera – por isso, o plasma vindo da magnetosfera de Júpiter percorre pelo campo magnético da lua até os polos e atingem a superfície de gelo dela.

Com um diâmetro de 5,268 quilômetros, Ganímedes é 26% maior em volume do que o planeta Mercúrio. Ela é a maior lua do Sistema Solar, e é a única a ter seu próprio campo magnético. Cientistas acreditam que há um enorme oceano debaixo da grossa superfície de gelo do satélite natural, que foi descoberto em 1610 pelo físico, matemático e astrônomo Galileu Galilei.

Juno foi lançada ao espaço em 5 de agosto de 2011 para coletar informações sobre Júpiter. A Nasa planeja encerrar a missão da sonda espacial em julho de 2021; no entanto, em 2022, a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) deve lançar a espaçonave Jupiter Icy Moons Explorer, a JUICE, que irá explorar não só Ganímedes como também Europa e Calisto, outras luas de Júpiter.

Júpíter e sua lua Ganímedes em imagem da nave Cassini da NASA. (Foto: NASA)

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