ALIENÍGENAS PODERIAM APROVEITAR A ENERGIA DOS BURACOS NEGROS?


Um novo experimento científico apoiou a ideia de que é possível usar um buraco negro como fonte de energia.

Poucos fenômenos cósmicos permanecem tão assustadores e misteriosos quanto os buracos negros - regiões do espaço em que a atração gravitacional é tão grande que nada, nem mesmo a própria luz, pode escapar.

Mas e se fosse possível usar buracos negros como fonte de energia?

Há 50 anos, o físico matemático Roger Penrose apresentou a noção de que existe um mecanismo viável através do qual uma civilização suficientemente avançada poderia gerar energia a partir de um buraco negro, aproveitando sua energia rotacional.

A chave para essa idéia está na região fora do horizonte de eventos de um buraco negro, onde o espaço-tempo se torce ao ser arrastado pela rotação do buraco negro - um fenômeno conhecido como arrastamento de quadros.

De acordo com Penrose, se um objeto for jogado na região onde essas forças são maiores, ele será dividido em dois, com metade sendo lançada além do horizonte de eventos e a outra sendo acelerada para fora com cerca de 21% mais energia do que tinha quando começou.

Na época, provar que isso funcionaria não era possível, mas agora um novo experimento realizado por cientistas da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Glasgow mostrou que, longe de ser um trabalho de ficção científica, aproveitando a energia de um buraco negro pode realmente ser possível.

Seu experimento foi baseado no trabalho do físico soviético Yakov Zel'dovich, que em 1971 teve a idéia de substituir um buraco negro por um cilindro rotativo e disparar raios de luz retorcidos nele.

Nesse caso, porém, em vez de luz, a equipe usou ondas sonoras.

"Estamos empolgados por termos conseguido verificar experimentalmente uma física extremamente estranha meio século após a proposta inicial da teoria", disse o físico Daniel Faccio.

"É estranho pensar que fomos capazes de confirmar uma teoria de meio século de origem cósmica aqui em nosso laboratório no oeste da Escócia, mas achamos que ela abrirá muitas avenidas novas de exploração científica".

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