Universo Misterioso

OS CRUÉIS EXPERIMENTOS DA PRISÃO HOLMESBURG


A linha médica de evolução possui um passado obscuro com relação aos testes realizados em humanos sem o seu consentimento. Pessoas pobres, doentes mentais e prisioneiros formavam a tríade dos principais grupos que sofreram as descobertas e os avanços em busca de uma modernidade que até chegou a salvar milhares de pessoas, porém às custas da morte e da dor de mais milhares dessas, que eram enxergadas como seres à margem da sociedade.

Os soldados também constituíam uma parcela dos que eram usados como ratos de laboratório, uma vez que a maioria deles era frequentemente submetida a dosagens de drogas e remédios que visavam estimular ou aprimorar o metabolismo para criar máquinas mortíferas que sobrevivessem às agruras da guerra.


Por trás das verdadeiras muralhas que eram os muros e dos pavilhões da construção em formato de estrela-do-mar fundada em 1896, a prisão Holmesburg, localizada no estado da Pensilvânia, lidera a lista de uma das mais notórias e violentas prisões da história dos Estados Unidos.

Entre os 1,2 mil ocupantes, havia os piores criminosos do país, mas também pessoas que foram despejadas lá ilegalmente sob penas jamais formalmente julgadas — fosse por conta de alguma tramoia, preservação de sigilo governamental ou por meios de corrupção do sistema da época.

Com a vida prisional totalmente nas mãos dos internos, relatórios de 1970 comprovam as sangrentas rebeliões que se tornavam verdadeiras guerras, matando mais presos do que realmente era contabilizado. A frequência delas acontecia exatamente pela falta de supervisão, geralmente também como forma de retaliação às sessões de espancamentos e violência que os tornavam ainda mais incontroláveis e revoltados. Com uma população carcerária composta por 85% de homens negros, um método de tortura envolvia prender vários deles sob o sol para que “perdessem a cor do crime” e tivessem a pele descolorada pela quentura.


Eram injetados no corpo soluções de lauriléter sulfato de sódio, componente presente em produtos higiênicos, que causava lacerações cutâneas, inchaços e rachava tanto a pele que alguns sangravam por dias. Outros procedimentos requeriam que os homens se exercitassem à exaustão para que depois tivessem as suas glândulas sudoríparas arrancadas à faca para análises, e eles ainda tinham os ferimentos cauterizados a sangue frio.

Houve estudos patrocinados pela empresa Johnson & Johnson, fundada em 1886, que corroeram a boca de mais de 100 presos com a mistura de componentes ácidos para enxaguante bucal.


Em 1973, o Congresso de Experimentação Humana que discutiria as implicações éticas e legais no estudo experimental em seres humanos foi o responsável por começar a causar a derrocada do que acontecia dentro da prisão Holmesburg — e em tantas outras espalhadas pelo país. No entanto, a voz da oposição, Solomon McBride, líder da malha prisional dos Estados Unidos, alegava que os experimentos não eram nada nocivos e que simplesmente se tratava de prender tecidos com loção ou cosméticos nas costas de pacientes. Ele ainda defendia a renda que os prisioneiros tiravam disso e como a prisão contribuía para a sociedade com o desenvolvimento do Retin A — medicamento de Kligman para acne.

Nenhum desses argumentos se sustentou e, após pressão do público e do poder judiciário, os testes em prisioneiros foram finalmente interrompidos. E não demorou para que os experimentos em humanos também chegasse ao fim em todos os Estados Unidos, uma vez que a reação severa dos americanos foi percebida como uma negação definitiva quanto a esse tipo de prática.

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