Universo Misterioso

FÍSICOS DIZEM TER ENCONTRADO INDÍCIOS DA QUINTA FORÇA DA NATUREZA


A ciência não é feita de respostas definitivas, imutáveis. Vez ou outra os cientistas encontram um pedaço que falta em uma teoria, ou descobrem algo que pode mudar totalmente a compreensão de como as coisas funcionam. E uma suposta descoberta de uma quinta força da natureza pode representar exatamente isso.

Há tempos acreditamos que o universo se mantém “colado” por quatro forças fundamentais: a gravidade, o eletromagnetismo e duas interações nucleares. Mas uma equipe de físicos acredita ter encontrado indícios do que pode ser uma quinta força do tipo, o que foi descrito em duas pesquisas distintas.

Há cerca de três anos, essa mesma equipe já havia encontrado evidências desse quinta força da natureza em um isótopo de berílio. Eles mantiveram as pesquisas para tentar comprovar ou refutar a hipótese, e parece que estão fortalecendo a teoria com uma suposta nova partícula que chamaram de X17, que seria a responsável por esta quinta força da natureza.

O primeiro estudo foi publicado em maio de 2016. Attila Krasznahorkay e seus colegas descobriram que um isótopo de berílio-8 gerava elétrons e pósitrons que se afastavam a um ângulo de 140 graus, diferente do esperado. E havia um bom número de pares fazendo isso, o que despertou o interesse da equipe.

O estudo atraiu atenção de outros pesquisadores, que sugeriram a ideia de um novo tipo de bóson fundamental. Como as características dessa partícula não coincidiam com as de outras forças, eles sugeriram a teoria de uma quinta força da natureza.

Para tentar reforçar a hipótese, a equipe de Krasznahorkay deixou de lado os estudos com o berílio-8 e partiu para outro elemento. Pegaram um átomo de hélio com o núcleo excitado, e encontraram de novo essa partícula, apesar de o ângulo de separação de elétrons e pósitrons ser diferente, de 115 graus - o que também está fora do esperado.

Segundo os cálculos, esse núcleo de hélio pode ter gerado a mesma partícula de bóson com 17 milhões de elétrons-volt, ou cerca de 33 vezes a massa de um elétron. O estudo ainda não foi publicado em nenhuma revista especializada, mas está disponível no site arXiv para ser revisado por pares enquanto não é oficializado. A primeira pesquisa conseguiu espaço na Physical Review Letters.

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